Ministro da Fazenda diz que programas sociais devem chegar a quem precisa.

O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reforçou a necessidade dos projetos sociais para quem realmente precisa recebê-los. A declaração foi feita durante uma entrevista sobre o aumento de gastos governamentais. Foram feitas declarações também de possíveis cortes a programas como Bolsa Família, Fies e ProUni.

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Gastos com projetos sociais aumentam a conta do governo

A declaração de Henrique Meirelles é mais uma forma de reafirmar o compromisso do Governo Federal com o assistencialismo no Brasil. As despesas governamentais andam crescendo ao longo dos anos e uma boa fatia destes gastos são dos programas assistenciais.

Dentre os gastos governamentais anuais os projetos sociais representam um percentual de mais de 30% do orçamento. Com PIB e economia em queda, o cenário não é dos mais favoráveis para ajudar os menos favorecidos. Contudo, Henrique Meirelles afirma a necessidade de cortes de gastos mas não como se imagina. Uma reorganização dos projetos pode ser muito mais eficiente.

Pente fino nos projetos sociais são para melhorar projetos

As notícias sobre cortes nos programas assistenciais foram vistas com maus olhos pela impressa brasileira e suscitou debates na mídia e rodas de conversa. Para o alívio de milhões de brasileiros o Ministro da Fazenda deixa claro: os cortes vão acontecer devido a um ‘pente fino’ no projeto.ministro-da-fazenda-diz-que-programas-sociais-devem-chegar-a-quem-precisa-2

Ao longo dos meses o Governo Federal pretende realizar uma enorme varredura nos dados dos inscritos em projetos sociais. A ação visa eliminar a maior quantidade de cadastros falsos, fraudulentos e sem necessidade real de receber bolsas assistentes.

Por isso a frase do Ministro: “Programas sociais devem chegar a quem precisa”, declarou Meirelles em entrevista. Afinal, quem não possui a necessidade de receber nenhum valor assistencial deve sair de tais programas e dar vaga a quem realmente merece ter um auxílio mensal.

Estima-se um percentual de mais de 10% de cadastros irregulares em projetos sociais atualmente. Os motivos são os mais diversos. Algumas pessoas que no momento da entrada nos programas assistenciais precisavam da bolsa e hoje não mais necessitam. Quando a renda familiar muda poucos voltam para informar o fato e ser descredenciado do projeto. Programas como o Bolsa Família e Prouni são focos do ‘pente fino’.

Ao longo dos próximos meses os cadastros serão analisados de forma mais detalhada. Os dados dos beneficiados serão cruzados com informações da Receita Federal e outros órgãos. Cadastros inválidos serão cancelados. Fraudes serão investigadas e pagamentos suspensos.

Cortes no orçamento não devem afetar projetos sociais

Por enquanto a proposta governamental é apenas regularizar os projetos já existentes. Com isso a economia pode ser de mais de R$ 2 bilhões de reais, ajudando a melhorar os números governamentais.. No momento o foco é consertar os projetos já existentes e não criar novos.

Mas nem todas as notícias são boas. Para períodos não muito distantes a reformulação do montante de gastos com projetos sociais pode ser revistas. Caso a reforma da previdência social e a economia não melhore em níveis significantes, o orçamento anual do governo estará comprometido. Os níveis são tão alarmantes a ponto de tornar real uma possível extinção em Bolsa Família, ProUni e outros projetos.